Somente na década de 1970, com a chegada de uma Educadora adepta ao bilinguismo, foi que as coisas no Brasil acabaram mudando. Quando foi reintroduzida a lin-guagem de sinal paralelamente a linguagem oralizada. O bilinguismo sem dúvida alguma, até os dias atuais, é a melhor metodologia para a comunicação e no processo de ensino e aprendizado da pessoa com surdez, pois respeita os sentidos técnicos e espaciais da língua de sinais, tornan-do compreensível ao surdo.
Essa mudança foi gradativa, uma vez que o oralismo já es-tava enraizado, pois perdurou-se por quase um século, as escolas especiais para os surdos começaram a utilizar esta metodologia de forma bem modesta, pois não haviam pro-fissionais habilitados em linguagem de sinal, os professores aprendiam com os próprios alunos. Destaca-se que nessa época a língua de sinais não era considerada uma língua e sim uma metodologia facilitadora da comunicação.
A luta da comunidade surda em ter uma identidade linguís-tica trava batalhas até os dias atuais. Somente no ano de 2002 foi sancionada a lei 10.346, que regulamenta e dis-põe sobre a língua brasileira de sinais e somente quase três anos depois foi editado o decreto 5.626 que regulamenta a referida lei, que atribui novos direitos a pessoa com sur-dez.
Libras • Apectos Históricos da Libras e da Educação do Surdo
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