Parece ter sido no início da década de 90, que as preocupações gerenciais com a ética ganharam um contorno definitivo. Em novembro de 1991, o Congresso norte-americano aprovou as Diretrizes Federais Americanas de Normas de Cumprimento Obrigatório, com o intuito de produzir um referencial programático para a auto-regulamentação das empresas (MEIRA, 2002; BOEIRA, 2005).

Essas diretrizes abriram novas frentes, ao transformar em lei, incentivos para que as empresas tomassem medidas com vistas a prevenir condutas condenáveis, via elaboração de programas internos eficazes de cumprimento de normas éticas. O marco legal, representado pelas diretrizes oficiais, resultou numa caracterização da ética como ferramenta propriamente gerencial. O problema a ser enfrentado é o controle disciplinar na organização, pois as empresas passaram a ser consideradas responsáveis pela conduta de seus empregados (MEIRA, 2002).

Código de ética como instrumento de controle

Ética, cidadania e responsabilidade socioambiental

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