O termo deontológico, usado como sinônimo de ética profissional, surgiu para definir um tipo de conhecimento que pretendia orientar os indivíduos a irem ao encontro do prazer, evitando o desprazer e a dor. Jeremy Bentham, adjudicava a ele a tarefa de ensinar aos homens administrarem suas emoções, usando-as em benefício próprio. Assim, ele a definia como a ciência dos deveres.

Etimologicamente, o termo vem do grego “déon” que quer dizer o obrigatório, o justo, o adequado - ou de “déontos“, também do grego, que significa necessidade. Percebemos que em ambas as definições, fica evidenciado o caráter finalista da deontologia, ou seja, o pressuposto de que é preciso seguir normas para se atingir fins. A evolução desse entendimento levou a identificá-la, presentemente, como “o tratado dos deveres” a ser seguido em determinadas relações sociais, principalmente nas de caráter profissional.

A necessidade de se construir normas que orientem as relações humanas remonta à origem da vida comunitária. Desde que os homens passaram a viver em comunidades perceberam que assim como os animais irracionais, eles possuíam impulsos e paixões nem sempre utilizados em seu proveito ou em proveito dos seus semelhantes. A inteligência indicava-lhes que era preciso canalizar esses impulsos individuais a fim de promover uma adaptação aos desejos sociais e criar condições para unir a vida societária, essa necessidade estende-se a qualquer agrupamento social, como aqueles de caráter profissional, comuns nas sociedades modernas

Jeremy Bentham retratado por

Henry William Pickersgill

Ética, cidadania e responsabilidade socioambiental

7 de 11