• Para muitos estudiosos, esta é uma crise decorrente da pós-modernidade, onde se privilegia a heterogeneidade, a diferença, a fragmentação e a descontinuidade. Para outros, ela não ultrapassou a modernidade, ao contrário, se instalou no seu seio apesar de alicerçar-se em novas bases, onde a prática pedagógica do adestramento e da manipulação estão sendo questionadas, a supremacia da razão e a adesão cega às leis já não encontram eco e onde os homens exigem ser tratados como organismos vivos, capazes de pensar, sofrer, se organizarem e construírem valores.
• Neste quadro de “crise” os cidadãos se organizam e clamam por respeitabilidade, por seriedade, justiça social e por valores morais. Também os indivíduos, enquanto membros de categorias profissionais, investem em criar regras de conduta que possam garantir a convivência com seus pares, seus clientes, com as instituições a que fazem parte. etc. Resta saber em que bases essas regras acham-se alicerçadas, a que elas realmente se propõem, a que elas servem
Ética, cidadania e responsabilidade socioambiental
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