Precisamos reconhecer o outro, olhando o outro com o olhar do outro.

Como disse o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo.”

 

Viver em sociedade pode ser um sofrimento às vezes, pois o outro não é nosso espelho nem nossa extensão: ele ou ela pode ser um eu com percepções, valores, reações e costumes diferentes do nosso eu.

Ter e exercitar a alteridade ajuda nesse sentido, pois alteridade não é concordar com o outro, nem apoiá-lo ou amá-lo como faríamos com as pessoas de quem gostamos. É fazer um esforço necessário e consci-ente para entender o outro, compreender e ouvir o seu ponto de vista, respeitar e aceitar o direito dele ou dela de ser diferente de nós. Algo que vale, aliás, para nós também: nós somos diferentes do outro e pre-cisamos igualmente sermos entendidos, respeitados e aceitos.

Ser Humano, Cultura e Sociedade A construção da alteridade

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