• Algo, porém, acontece quando ouvimos os outros, tentamos en-tender seus pontos de vista, pensamos como reagiríamos se estivés-semos no lugar deles. É a constatação da subjetividade – tanto a nossa como a dos outros. Com isso compreendemos que o mundo não gira ao redor de nosso umbigo, que os outros têm razões tão válidas quanto as nossas, que experiências diferentes conduzem a respostas diferentes diante do mundo. Com a constatação da sub-jetividade, reconhecemos que os diferentes podem conviver bem entre si.
• No poema do objeto anterior, a subjetividade manifesta-se no uso da primeira pessoa (o eu que fala no texto) e no relato de diversas experiências e características individuais. A voz que fala no poema constata sua subjetividade, reconhecendo suas fraquezas e imper-feições. Mas ele vai além: reconhece que por trás da imagem de perfeição mantida pelos outros, estão escondidas debilidades e vergonhas iguais ou piores que as suas.
Ser Humano, Cultura e Sociedade • A construção da subjetividade
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