Entre a desordem carnavalesca e a ordem das demais festas, como é que nós, brasileiros, ficamos?

No meio desses dois extremos, na vida diária, entram a malandra-gem, o “jeitinho” e o “você sabe com quem está falando?” como formas de enfrentar essas contradições e paradoxos de modo tipica-mente brasileiro.

Todos esses mecanismos, segundo Damatta, são um modo de media-ção entre a lei que vale para todo mundo e as pessoas envolvidas na situação alvo da lei. É o que acontece no caso de uma fila quilomé-trica ou uma placa de estacionamento proibido, quando as pessoas transgridem a norma estabelecida.

Em países igualitários, a regra é clara: ou se pode fazer algo ou não se pode fazer. Não é assim no Brasil, onde as leis são feitas mais para explorar ou submeter o cidadão do que para fazer a sociedade funcionar bem para todo mundo.

Ser Humano, Cultura e Sociedade Aspectos Interpessoais da Cultura Brasileira

6 de 9